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20 exemplos de assédio moral no trabalho analisados pela Justiça

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20 exemplos de assédio moral no trabalho analisados pela Justiça
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Uma cobrança dura, um conflito com o chefe ou um dia ruim podem ser muito desagradáveis sem configurar assédio moral.

Os 20 exemplos de assédio moral no trabalho analisados pela Justiça mostram o que aconteceu, quais provas pesaram e por que situações parecidas podem receber decisões diferentes.

Uma decisão favorável em outro processo não garante o mesmo resultado para você, pois detalhes que parecem pequenos podem mudar a análise.

Os tribunais examinam a conduta, o contexto, a repetição ou gravidade, a autoria e as provas. Nenhuma lista automática de três requisitos resolve todos os casos.

Cobranças firmes, transferências por reestruturação e conflitos pontuais podem ser legítimos, enquanto humilhação, perseguição, discriminação, isolamento deliberado e gestão pelo constrangimento exigem outra análise.

Como ler os exemplos: não procure apenas algo que “parece” com o que você viveu. Compare a conduta exata, a frequência, quem presenciou, os documentos existentes e a resposta da empresa.

1. Metas cobradas com exposição pública e ameaça de dispensa

Cobrar metas pode ser legítimo, mas o método deixa de ser normal quando usa exposição e ameaça.

Em um processo julgado pelo TRT do Paraná, gerentes precisavam projetar resultados em reuniões, justificar o desempenho diante dos colegas e ouvir que toda a equipe poderia ser trocada. Testemunhas confirmaram a exposição pública e as ameaças.

Exemplo de cobrança abusiva de metas no trabalho

Ali, a meta difícil veio acompanhada de exposição pública, ameaça e testemunhas que confirmaram o método gerencial abusivo.

O que não basta: receber uma meta alta, discordar dela ou ficar abaixo do resultado não demonstra assédio por si só. Mostre qual excesso existia na forma de cobrança.

Fonte: TRT-9 — exposição pública de resultados e ameaças

2. Cobranças acompanhadas de gritos, palavrões e humilhações

Em outro julgamento, três testemunhas confirmaram que vendedores eram pressionados com xingamentos, gritos e uma paródia preconceituosa contra pessoas de Cuiabá. A cobrança aparecia até em locais como o banheiro.

Exemplo de cobrança com gritos e humilhação

As testemunhas não descreveram uma simples cobrança por resultado, mas ataques pessoais frequentes que elas próprias presenciaram.

O que não basta: dizer que o chefe “cobra muito” é genérico. Informe quais palavras ele usou, onde isso ocorreu, quem ouviu e com que frequência.

Fonte: CSJT/TRT-23 — cobrança abusiva de metas

3. Deixar o empregado sem trabalho e isolado

Ficar alguns dias sem demanda não significa assédio, porque empresas passam por períodos de baixa atividade e mudanças de equipe.

No processo analisado pelo TST, a falta de trabalho era dirigida: após a alta previdenciária, o empregado ficou sem tarefas e isolado dos colegas, como confirmou a prova oral.

Exemplo de ócio forçado e isolamento no trabalho

A falta de tarefas atingia aquele trabalhador, e não toda a equipe.

O que não basta: antes de chamar a situação de isolamento deliberado, separe-a de uma desorganização ou falta temporária de demanda. E-mails pedindo tarefas, mudanças de acesso e testemunhas ajudam nessa distinção.

Fonte: TST, RR-10349-57.2017.5.03.0002

4. Sobrecarregar alguém como forma de pressão

Horas extras e períodos de maior demanda podem acontecer sem perseguição. A discussão sobre jornada, por exemplo, tem regras e provas próprias.

Exemplo de sobrecarga dirigida a um empregado

O TST analisou o acúmulo de serviço junto com a pressão, o direcionamento ao empregado e as consequências confirmadas por outras provas.

O que não basta: trabalhar muito, sozinho, não prova perseguição. Compare a carga com a dos colegas e registre as ordens, a duração e o que ultrapassava uma exigência profissional.

Fonte: TST — sobrecarga e cobrança excessiva

5. Usar apelidos pejorativos para diminuir o trabalhador

O sentido de um apelido depende do conteúdo, do contexto e da reação de quem o recebe.

O TST manteve uma condenação porque um gerente usava xingamentos e um apelido xenofóbico contra um operador nordestino. O tribunal considerou o relato convincente e também levou em conta a falta de prevenção e apuração interna.

Exemplo de apelido pejorativo no ambiente de trabalho

O que não basta: dizer apenas “colocaram um apelido”. Informe qual era a expressão, por que era ofensiva, se ela se repetia e quem a ouviu.

Fonte: TST — insultos e apelido xenofóbico

6. Ofender repetidamente a capacidade profissional

Uma crítica ao trabalho pode ser legítima, mas chamar uma pessoa repetidamente de “burra”, “inútil” ou “ignorante” é outra coisa. Cá entre nós, xingamento não é feedback profissional.

No processo RR-1000697-56.2017.5.02.0089, as ofensas atingiam a empregada e também colegas. O TST concluiu que o fato de o tratamento abusivo ser generalizado não eliminava o dano individual.

Exemplo de ofensas reiteradas à capacidade profissional

O que não basta: feedback negativo, advertência fundamentada e cobrança por erro não são iguais a insulto. O conteúdo e a forma precisam aparecer na prova.

Fonte: TST, RR-1000697-56.2017.5.02.0089

7. Restringir ou vigiar de forma abusiva o uso do banheiro

Empresas podem organizar revezamentos para manter o serviço, mas isso não autoriza impedir necessidades fisiológicas nem transformar a ida ao banheiro em humilhação.

Exemplo de controle abusivo do uso do banheiro

No RR-2039-27.2013.5.20.0003, um despachante sofria pressão frequente para não demorar no banheiro. O TST entendeu que esse controle constante atingia sua dignidade e seu bem-estar.

O que não basta: revezamento, espera pontual ou regra de comunicação podem ser legítimos. Registros de pausas, mensagens, advertências e testemunhas ajudam a mostrar se havia proibição ou humilhação.

Fonte: TST, RR-2039-27.2013.5.20.0003

8. Criticar tudo e expor erros para desgastar a pessoa

Apontar um erro real e cobrar sua correção fazem parte do trabalho; usar críticas constantes e pessoais para ridicularizar alguém diante da equipe é outra situação.

Exemplo de críticas públicas usadas para desgastar empregado

Nesse tipo de processo, a alegação ganha força quando traz fatos específicos: palavras usadas, reuniões, repetição e pessoas que presenciaram. A impressão de que “nada está bom” precisa virar episódios verificáveis.

O que não basta: uma avaliação ruim ou uma conversa ríspida isolada pode ser inadequada sem configurar perseguição contínua, porque o histórico também faz diferença.

Fonte: TRT-3 — gritos e cobranças excessivas comprovados por testemunha

9. Excluir, ignorar ou isolar deliberadamente

Colegas não precisam ser amigos. Ficar fora de um almoço é diferente de ser isolado para não trabalhar, perder espaço profissional ou sofrer uma punição.

Exemplo de isolamento deliberado no ambiente de trabalho

O TST analisou caso de isolamento e estagnação funcional ligados à atuação sindical. Mensagens, prejuízo na carreira e afastamento do convívio integravam o conjunto.

O que não basta: sentir-se pouco integrado, sozinho, não prova assédio. Mostre atos objetivos, como retirada de reuniões necessárias, bloqueio de informações, mudança dirigida de avaliação ou proibição de contato.

Fonte: TST, Ag-E-ED-RR-132005-10.2015.5.13.0022

10. Ameaçar punições ilegais para forçar obediência

Empresas podem aplicar medidas disciplinares quando existe falta, mas não podem inventar multas salariais ou usar ameaças repetidas de demissão para intimidar.

Exemplo de ameaça reiterada de punição no trabalho

No AIRR-2538-90.2014.5.03.0183, os e-mails registraram ameaças de multas e dispensa por erros em rotinas administrativas, além de mostrar a repetição da conduta.

O que não basta: uma advertência ou a informação de que faltas podem gerar dispensa não prova assédio. Confira se a punição era legítima e como a ameaça foi usada.

Fonte: TST, AIRR-2538-90.2014.5.03.0183

11. Esconder informações ou ferramentas para provocar erros

Falhas de comunicação acontecem: sistemas caem, gestores esquecem orientações e equipes erram.

Exemplo de retenção deliberada de informações de trabalho

Há outro problema quando alguém retira informações de propósito: bloqueia acessos, exclui a pessoa de reuniões ou cobra tarefas impossíveis, enquanto os colegas recebem as ferramentas necessárias.

O que não basta: uma suspeita, sozinha, não fecha o quadro. Registre quais informações faltaram, quando você as pediu, quem deveria fornecê-las e qual foi a consequência.

Entenda como combinar mensagens, documentos e testemunhas para provar os fatos.

12. Espalhar boatos ou permitir perseguição entre colegas

Uma fofoca isolada e sem repercussão dificilmente prova uma campanha de assédio. Já a perseguição continuada, conhecida pela empresa e não interrompida, recebe tratamento diferente.

Exemplo de perseguição e boatos entre colegas

No RR-1004-67.2011.5.10.0007, uma trabalhadora recebia apelido homofóbico de colegas. Como os ataques continuaram após seu retorno do afastamento, a omissão da empresa também entrou na discussão sobre responsabilidade.

O que não basta: verifique se a empresa sabia, se houve denúncia escrita, quem repetiu a informação e se existem testemunhas ou mensagens. Sem isso, fica difícil atribuir autoria e omissão.

Fonte: TST, RR-1004-67.2011.5.10.0007

13. Usar uma condição de saúde ou gravidez para perseguir

Doença e desacordo sobre uma restrição médica, sozinhos, não mostram perseguição.

Exemplo de perseguição relacionada a condição de saúde

No RR-144100-47.2009.5.15.0145, testemunhas confirmaram falas gordofóbicas. Após comunicar a gravidez, a empregada foi afastada das atividades e depois colocada em setor sem atribuições.

O TST analisou a sequência de falas discriminatórias e mudanças no trabalho, além do diagnóstico e da gravidez.

O que não basta: documento médico prova o estado de saúde, mas não prova sozinho quem assediou, o que foi dito ou por que uma mudança ocorreu.

Fonte: TST, RR-144100-47.2009.5.15.0145

14. Retirar autonomia e esvaziar funções para punir

Reorganizar tarefas faz parte da gestão, e uma mudança geral de estrutura pode ocorrer sem perseguição ou redução ilícita.

Exemplo de esvaziamento deliberado de funções

A retirada de atribuições merece outra leitura quando atinge uma pessoa e vem acompanhada de isolamento, prejuízo funcional e pressão para que ela saia.

O que não basta: compare suas tarefas antes e depois, confira a justificativa da empresa e veja se outros empregados também foram afetados. Uma mudança geral pode ser legítima.

Fonte: TST — estagnação funcional e conduta antissindical

15. Classificar quem não bate meta com rótulo depreciativo

Uma lista de desempenho pode ser legítima. No RR-154800-20.2013.5.13.0009, porém, quem não atingia a meta recebia o rótulo de “ofensor”.

O TST considerou o termo pejorativo porque ele depreciava a pessoa em vez de apenas medir resultados.

Exemplo de rótulo depreciativo aplicado a quem não atingiu a meta

O que não basta: um ranking com dados objetivos e tratamento respeitoso pode ser legítimo. Guarde o documento e o contexto da divulgação para mostrar se havia intenção de ridicularizar.

Fonte: TST, RR-154800-20.2013.5.13.0009

16. Aplicar “prendas” ou castigos vexatórios

Em um caso do TRT de Minas Gerais, supervisores que não alcançavam as metas tinham de pintar o rosto, dançar ou usar fantasias diante da equipe.

Uma testemunha confirmou a prática, e um documento mostrava a convocação feita pela coordenação. A empresa dizia que era uma brincadeira, mas o conjunto revelou punição e constrangimento.

Exemplo de prenda ou castigo vexatório ligado ao desempenho

O que não basta: para diferenciar uma dinâmica voluntária de um castigo, mostre se havia obrigação, qual era a consequência da recusa e como a atividade se ligava à meta.

Fonte: TRT-3, processo 0010552-46.2015.5.03.0145

17. Transformar a baixa produtividade em humilhação coletiva

Em processos sobre o chamado “corredor polonês”, trabalhadores com menor produtividade passavam entre colegas e ouviam xingamentos ou sofriam outras agressões.

Testemunhas confirmaram que a empresa permitia ou incentivava o ritual e usava o constrangimento coletivo para cobrar produtividade.

Exemplo de humilhação coletiva usada como instrumento de produtividade

O que não basta: para separar uma brincadeira espontânea de uma prática imposta ou tolerada pela gestão, identifique quem organizava, se havia punição e o que a chefia sabia.

Fonte: TST, RR-13000-64.2006.5.04.0020

18. Praticar discriminação e a empresa não interromper

No AIRR-709-13.2015.5.12.0014, a trabalhadora relatou provocações racistas, empurrões e esbarrões praticados por colegas.

Ela comunicou os fatos à empresa, que não deu resposta eficaz. Esse conhecimento e a omissão da empregadora pesaram na decisão, pois o caso ia além de um desentendimento entre duas pessoas.

Exemplo de discriminação praticada por colega e não interrompida pela empresa

O que não basta: identifique os episódios discriminatórios, quem os presenciou, quando a empresa foi avisada e qual providência adotou. A mera antipatia entre colegas não prova discriminação.

Fonte: TST, AIRR-709-13.2015.5.12.0014

19. Fazer acusação grave e impor consequências sem base

A empresa pode investigar uma acusação sem que a abertura da apuração, por si só, configure assédio.

No RR-133-65.2015.5.02.0089, um conferente foi acusado de desvio de carga, embora estivesse de férias no período, e passou por sindicâncias e afastamento.

Ele também perdeu acesso ao sistema e mudou de função, enquanto a perícia relacionou o quadro depressivo ao contexto.

Exemplo de acusação grave seguida de consequências sem base comprovada

O que não basta: a decisão levou em conta a falta de base, as medidas tomadas contra o empregado e as consequências comprovadas, e não a mera existência de uma acusação.

Fonte: TST, RR-133-65.2015.5.02.0089

20. Usar mensagens para humilhar a pessoa diante da equipe

Mensagens deixam um registro importante, mas o conteúdo precisa ser analisado. Cobrar uma tarefa no WhatsApp não é automaticamente assédio.

Em caso divulgado pelo TRT de Santa Catarina, mensagens diárias em grupo atacavam corpo e aparência da trabalhadora. O material mostrava conteúdo, frequência, autoria e exposição perante a equipe.

Exemplo de mensagens usadas para humilhar uma trabalhadora diante da equipe

O que não basta: preserve a conversa completa, datas, participantes e identificação dos números. Capturas isoladas, cortadas ou sem contexto podem ser questionadas.

Fonte: TRT-12 — assédio comprovado por mensagens de WhatsApp

8 situações que não foram suficientes para provar assédio moral no trabalho

A Justiça também rejeita pedidos quando encontra apenas uma insatisfação, uma medida legítima de gestão ou uma narrativa sem prova suficiente. Veja oito situações em que isso ocorreu:

  1. Meta sem abuso comprovado: o TRT-9 rejeitou pedido quando não ficaram demonstradas ameaça, perseguição ou cobrança excessiva. A existência da meta não bastou.
  2. Rebaixamento apenas alegado: em caso do TRT-3, nenhuma testemunha confirmou a promoção, o rebaixamento ou as humilhações narradas.
  3. Uma penalidade disciplinar: a aplicação isolada de pena, sem prova de perseguição ou abuso, não demonstrou assédio.
  4. Transferência por reestruturação: a troca de setor, quando explicada por mudança estrutural e sem perseguição individual, não foi considerada assédio.
  5. Canto motivacional sem prova de obrigação: o pedido foi rejeitado porque a testemunha não soube indicar punição concreta para quem não participasse.
  6. Justa causa revertida: a reversão da dispensa e o boletim de ocorrência, sozinhos, não provaram ofensa à honra.
  7. Investigação interna: abrir apuração com cautela e preservar sigilo não foi considerado ato ilícito.
  8. Atestado de estresse isolado: o documento médico não demonstrou quem teria praticado a conduta nem a relação dela com o quadro de saúde.

Nos oito casos, faltou prova do abuso ou havia uma explicação legítima para a conduta, o que mostra que a reconstrução dos fatos vale mais do que o rótulo usado pelo trabalhador.

Fontes dos contrapontos: TRT-9 — cobrança sem excesso comprovado, TRT-3 — meros dissabores e prova insuficiente, TRT-9 — canto motivacional sem prova de punição e TST — reversão de justa causa não bastou.

O que costuma fortalecer ou enfraquecer a análise

Os casos favoráveis pesquisados costumam reunir mais de um elemento:

  • palavras, ordens ou atos descritos com precisão;
  • repetição ou gravidade identificável;
  • testemunha que presenciou, não apenas ouviu o relato depois;
  • mensagens, e-mails, documentos, registros de acesso ou protocolos;
  • denúncia interna e prova de que a empresa soube do problema;
  • coerência entre cronologia, documentos e depoimentos;
  • documento médico ligado a outras provas da conduta e do nexo.

Os pedidos ficam frágeis quando a narrativa é genérica, a testemunha não viu os fatos ou as mensagens são neutras; também perdem força diante de uma justificativa coerente ou de um atestado sem ligação comprovada com o trabalho.

Para entender a função e o limite de cada evidência, leia como provar assédio moral no trabalho.

Antes de procurar uma análise jurídica, organize estas respostas

Você não precisa chegar com o caso “pronto”. Basta separar:

  1. O que exatamente foi dito ou feito?
  2. Quem praticou e qual era a função dessa pessoa?
  3. Quando começou, quantas vezes ocorreu e qual foi o episódio mais recente?
  4. Quem presenciou diretamente?
  5. Quais mensagens, e-mails, documentos ou protocolos existem?
  6. A empresa foi avisada? Como respondeu?
  7. Você ainda está trabalhando ou o contrato terminou?

Se hoje você só consegue dizer que o ambiente é ruim, comece anotando episódios concretos e montando uma cronologia curta. A sensação merece atenção, mas ainda pode ser insuficiente para avaliar um processo.

Também não conclua sozinho que deve pedir demissão ou parar de trabalhar, porque a estratégia depende do contrato, das provas e do risco de cada medida.

Veja também quando o assédio pode ser discutido em uma rescisão indireta.

Conclusão

Os 20 exemplos mostram que a Justiça examina o que aconteceu, como aconteceu, quem sabia e como isso foi provado, e não apenas o rótulo dado à situação.

Uma chateação, uma cobrança legítima ou um conflito isolado podem tornar o trabalho desagradável e, ainda assim, não gerar indenização.

Quando existem provas consistentes de humilhação, discriminação, isolamento ou gestão pelo constrangimento, a Justiça olha o caso de outra forma.

Se quiser solicitar uma análise, envie uma cronologia curta, os nomes e funções das pessoas envolvidas e informe quais provas já existem. Assim, a conversa parte dos fatos, sem antecipar um resultado antes de conhecer o caso.

Veja todos os conteúdos sobre assédio moral no trabalho.

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