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Valor da indenização por perda de dedo no trabalho explicado!

ALLAN MANOEL

Escrito por Allan Manoel

Última atualização em 10 de abril de 2026

Perdeu um dedo no trabalho e quer saber quanto isso vale?

O valor da indenização por perda de dedo costuma ficar entre R$ 20.000,00 e R$ 60.000,00 só de indenização por dano moral.

Só que o o valor total pode passar de R$ 200.000,00 quando soma pensão vitalícia, dano estético e gastos médicos.

O problema é que esse valor muda muito de caso pra caso. Depende de qual dedo, se foi a mão inteira ou só a ponta, e de como o juiz avalia a culpa da empresa.

Pra te ajudar a ter uma ideia real, nós analisamos 349 decisões de tribunais trabalhistas de todo o Brasil e separamos os valores por dedo nessa tabela de indenização por perda de dedo.

Tabela de Indenização por Perda de Dedo no Trabalho

Valores reais de 349 decisões da Justiça do Trabalho

Dedo Dano moral Dano estético Perda funcional (ABMLPM)
Polegar R$ 47.000 R$ 32.000 10% a 20%
Indicador R$ 57.000 R$ 31.000 4% a 12%
Médio R$ 40.000 R$ 29.000 4% a 12%
Anelar R$ 48.000 R$ 27.000 2% a 6%
Mínimo R$ 29.000 R$ 22.000 2% a 6%

Como ler: Dano moral e estético = valor médio das decisões analisadas. Perda funcional = faixa da tabela ABMLPM (depende se foi amputação total ou parcial, mão dominante ou não). O percentual de perda é usado pra calcular a pensão vitalícia.

Valor da INDENIZAÇÃO por Perda de Dedo da Mão em 2025 (atualizado)

Calculadora de indenização por perda de dedo

Antes de te mostrar como calcular, nosso objetivo aqui é facilitar sua vida.

Então vou te entregar o ouro, uma calculadora que vai fazer uma estimativa de quanto você pode receber:

Calculadora de Indenização por Perda de Dedo | MDN Advocacia

Calculadora de Indenização por Perda de Dedo

Calcule uma estimativa do valor da sua indenização

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Quer entender esse valor? Você pode falar com a gente pelo WhatsApp, ou então conferir a seguir a explicação detalhada:

Se machucou no trabalho e precisa de ajuda?

Vamos te ajudar a conseguir tudo aquilo que você tem direito.

Entendendo quanto vale cada dedo na Justiça do Trabalho

O valor total da indenização que você pode receber costuma incluir:

  • Indenização por danos morais
  • Indenização por danos estéticos
  • Pensão vitalícia

As indenizações por danos morais e estéticos não têm uma fórmula exata.

O juiz analisa o caso e define o valor com base nos critérios do artigo 223-G da CLT, que são a gravidade da lesão, o grau de culpa da empresa, o salário do trabalhador, o porte da empresa, entre outros.

Por isso os valores variam bastante de dedo pra dedo e de caso pra caso.

Já a pensão vitalícia tem cálculo objetivo.

Basta pegar seu salário, multiplicar pelo percentual de perda de capacidade e pelo tempo de sobrevida.

Calma, tá bom? Mais pra frente eu te mostro essa conta em detalhe.

Primeiro, vou te mostrar os valores médios de danos morais e estéticos (de cada dedo da mão). Também vou mostrar o percentual de redução da capacidade de trabalho.

Guarda esse percentual, ele vai ser importante na hora de calcular a pensão.

Polegar

O polegar é responsável por quase metade da função da mão. Sem ele, você não consegue fazer pinça, segurar uma ferramenta, abotoar uma camisa. Por isso os tribunais tratam a perda do polegar de forma diferente de qualquer outro dedo.

Nos 349 casos que analisamos, o valor médio da indenização por dano moral pela perda do polegar ficou em R$ 47.000,00. Mas a variação é grande:

  • 25% dos casos ficaram abaixo de R$ 25.000,00.
  • 50% ficaram abaixo de R$ 40.000,00.
  • 25% ficaram acima de R$ 60.000,00.
  • O valor mais alto que encontramos foi R$ 167.000,00.

Já o dano estético, que compensa a mudança na aparência da mão, ficou com valor médio de R$ 32.000,00 nos casos de polegar.

A maioria dos casos de polegar que chegam à Justiça são amputações da falange distal, a ponta do dedo. Mesmo nesses casos, que parecem "menores", o valor da indenização por perda de dedo ficou acima de R$ 50.000,00. Isso acontece porque a ponta do polegar é essencial para o movimento de pinça.

Segundo a tabela ABMLPM, a perda funcional do polegar varia de 10% (só a ponta) a 20% (dedo inteiro). Quanto maior esse percentual, maior a pensão vitalícia que você pode receber além do dano moral.

Polegar:

Dano moral médio de R$ 47.000, dano estético médio de R$ 32.000, perda funcional de 10% a 20% (ABMLPM). Esses valores não incluem a pensão vitalícia, que é calculada à parte.

Indicador

O indicador é o segundo dedo mais importante da mão, e os tribunais reconhecem isso. O valor médio da indenização por dano moral pela perda do indicador ficou em R$ 57.000,00, com teto bem mais alto:

  • 25% dos casos ficaram abaixo de R$ 20.000,00.
  • 50% ficaram abaixo de R$ 30.000,00.
  • 25% ficaram acima de R$ 47.000,00.
  • O valor mais alto chegou a R$ 300.000,00.

O dano estético ficou com valor médio de R$ 31.000,00 nos casos de indicador.

A tabela ABMLPM atribui perda funcional de 4% (só a ponta) a 12% (dedo inteiro) para o indicador.

Um ponto que apareceu nos dados: a amputação da ponta do indicador teve valor médio de dano moral mais alto do que a amputação total em alguns casos. Isso acontece quando o juiz leva em conta a profissão do trabalhador. Um digitador que perde a ponta do indicador pode ter mais prejuízo no dia a dia do que um motorista que perde o dedo inteiro.

Indicador:

Dano moral médio de R$ 57.000, dano estético médio de R$ 31.000, perda funcional de 4% a 12% (ABMLPM). Esses valores não incluem a pensão vitalícia, que é calculada à parte.

Médio

O dedo médio apareceu com valor médio de dano moral de R$ 40.000,00.

A faixa ficou entre R$ 15.000,00 e R$ 80.000,00 na maioria dos casos, com teto de R$ 100.000,00.

O dano estético ficou com valor médio de R$ 29.000,00.

A tabela ABMLPM é igual à do indicador: 4% (ponta) a 12% (inteiro).

Médio:

Dano moral médio de R$ 40.000, dano estético médio de R$ 29.000, perda funcional de 4% a 12% (ABMLPM). Esses valores não incluem a pensão vitalícia, que é calculada à parte.

Anelar e mínimo

São os dedos com menor prejuízo funcional para o uso da mão, e isso reflete nos valores.

O anelar teve valor médio de dano moral de R$ 48.000,00, com faixa entre R$ 15.000,00 e R$ 50.000,00 na maioria dos casos.

Quando a amputação é total, o valor sobe para uma média de R$ 63.000,00.

O dano estético ficou com valor médio de R$ 27.000,00.

O mínimo ficou com valor médio de dano moral de R$ 29.000,00, faixa de R$ 10.000,00 a R$ 40.000,00.

O caso mais alto foi R$ 100.000,00, em decisões com amputação que comprometeu o movimento dos dedos vizinhos.

O dano estético ficou com valor médio de R$ 22.000,00.

A tabela ABMLPM atribui de 2% a 6% de perda funcional pra esses dedos.

Mesmo sendo os dedos "menos valiosos" da mão, a perda de dedo no trabalho pode gerar indenizações altas quando há complicações. Infecção, perda de movimento em outros dedos, necessidade de novas cirurgias.

Tudo isso é considerado pelo juiz.

Anelar:

Dano moral médio de R$ 48.000, dano estético médio de R$ 27.000, perda funcional de 2% a 6% (ABMLPM).

Mínimo:

Dano moral médio de R$ 29.000, dano estético médio de R$ 22.000, perda funcional de 2% a 6% (ABMLPM). Esses valores não incluem a pensão vitalícia, que é calculada à parte.

Tipos de amputação mais comuns nos processos
FALANGE DISTAL — PONTA DO DEDO (64%)
AMPUTAÇÃO TOTAL (16%)
AMPUTAÇÃO PARCIAL (13%)
FALANGE PROXIMAL — BASE DO DEDO (5%)
FALANGE MÉDIA (2%)
Distribuição em 349 decisões (FALCÃO/CSJT) · MDN Advocacia

Como calcular a pensão vitalícia por perda de dedo

Além do dano moral e do dano estético, você pode ter direito a uma pensão vitalícia. Ela compensa a perda de capacidade de trabalho que a amputação causou.

O cálculo é simples: seu salário vezes o percentual de perda funcional, vezes o tempo de sobrevida.

Exemplo:

Se você ganha R$ 2.500,00, perdeu o indicador inteiro (12% de perda segundo a ABMLPM) e tem 30 anos, a conta fica assim:

  • R$ 2.500 × 12% = R$ 300 por mês
  • Sobrevida: 73 anos - 30 anos = 43 anos = 516 meses
  • Valor total: R$ 300 × 516 = R$ 154.800

Esse valor pode ser pago em parcelas mensais ou tudo de uma vez. E ainda entram férias, 13º e FGTS do período, o que aumenta o total.

Exemplo: quanto receberia quem perdeu o indicador

Cálculo passo a passo com dados reais

Dedo
Indicador
Salário
R$ 2.500
Idade
30 anos
Perda (ABMLPM)
12%
1
Pensão mensal = salário × perda
R$ 2.500 × 12% = R$ 300/mês
2
Sobrevida = expectativa de vida - idade
73,6 anos - 30 = 43,6 anos = 523 meses
3
Pensão total = mensal × sobrevida
R$ 300 × 523 = R$ 156.900
+
Dano moral (valor médio das decisões)
R$ 57.000
+
Dano estético (valor médio das decisões)
R$ 31.000
Total estimado
R$ 244.900
Troque o dedo, o salário e a idade pelos seus para ter uma estimativa do seu caso

Cada caso tem suas particularidades. Se quiser entender a fórmula em detalhe, com mais exemplos e os critérios que o juiz usa, leia nosso guia completo sobre pensão vitalícia por perda de dedo no trabalho.

Por que uns recebem mais que outros?

Dois trabalhadores perdem o mesmo dedo e recebem valores completamente diferentes. Um leva R$ 15.000,00, o outro leva R$ 150.000,00.

Isso acontece porque o juiz não olha só pro dedo. Ele olha pro contexto inteiro.

O que puxa o valor pra cima:

  • Culpa grave da empresa: não forneceu EPI, não treinou, máquina sem proteção
  • Profissão que depende da mão: operador de máquina, digitador, músico
  • Amputação de mais de um dedo
  • Complicações depois do acidente: infecção, novas cirurgias
  • Trabalhador jovem: mais tempo de vida com a sequela
  • Empresa grande: o porte econômico entra na conta

O que puxa pra baixo:

  • Quando o trabalhador também teve parte da culpa: por exemplo, tirou a proteção da máquina por conta própria
  • Sequela pequena: só a ponta do dedo, perda funcional baixa
  • Empresa que prestou socorro e custeou o tratamento
  • Trabalhador que voltou a trabalhar na mesma função sem restrição

Na prática, nos casos de acidente de trabalho, o fator que mais pesa é a culpa da empresa. Se ela não forneceu EPI ou ignorou norma de segurança, o valor sobe muito. Em alguns dos casos que analisamos, a ausência de EPI dobrou o valor do dano moral.

Perdeu um dedo e quer saber quanto vale o seu caso?

Se você chegou até aqui, já tem uma boa ideia do valor da indenização por perda de dedo no trabalho. Mas cada caso é diferente.

O valor exato depende do seu dedo, do seu salário, da sua idade, da culpa da empresa e de como o perito avalia a sua perda.

Se quiser saber quanto vale o seu caso específico, fale com a nossa equipe. Nós atuamos em casos de acidente de trabalho e podemos te orientar sobre os seus direitos.

FAQ: Perguntas frequentes sobre valor da indenização por perda de dedo

Qual o dedo mais caro da mão?

O indicador, com valor médio de dano moral de R$ 57.000 nas decisões que analisamos. O polegar vem logo atrás com R$ 47.000, mas tem a maior perda funcional (até 20%), o que aumenta a pensão vitalícia e o total da indenização.

Perdi só a ponta do dedo, tenho direito a indenização?

Sim. A amputação da ponta do dedo (falange distal) foi o tipo mais comum nos 349 casos que analisamos, com valor médio de dano moral de R$ 44.000. Não é porque é "só a ponta" que o valor é baixo.

A indenização muda se for a mão direita ou esquerda?

Sim. Se você perdeu o dedo da mão que mais usa (dominante), o percentual de perda funcional é maior. Na tabela ABMLPM, a diferença é de 1 a 2 pontos percentuais. Isso afeta diretamente o valor da pensão vitalícia.

Posso receber indenização e benefício do INSS ao mesmo tempo?

Sim. A indenização da empresa e o auxílio-acidente do INSS são coisas diferentes. Você pode receber os dois ao mesmo tempo, sem que um desconte do outro.

Quanto tempo tenho pra entrar com processo?

O prazo é de 2 anos a partir da data do acidente ou de quando você soube da lesão (no caso de doença ocupacional). Depois disso, você perde o direito de processar. Não espere.

Prótese elimina o direito à indenização?

Não. A tabela ABMLPM é clara: os percentuais de perda são atribuídos inclusive quando a prótese funciona bem. A prótese não devolve o dedo e não apaga o dano que você sofreu.

Allan Manoel

Allan Manoel

Advogado Trabalhista Especialista em Acidentes e Doenças do Trabalho - OAB/CE 40.071

Não começo meu dia sem um café filtrado. Gosto de estudar profundamente cada caso e não fico parado diante de uma injustiça.

Atuo ajudando trabalhadores que sofreram acidentes ou adoeceram no trabalho a entender seus direitos e buscar indenizações justas, benefícios do INSS e reparação pelos danos sofridos.

Minha missão é garantir que quem se machucou ou adoeceu trabalhando não enfrente essa situação sozinho.

Conheça mais sobre a trajetória de Allan Manoel.

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