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Como escolher um advogado especialista em burnout: 9 cuidados

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Trabalhadora conversa com uma advogada antes de contratar atendimento para um caso de burnout
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Nem sempre é fácil identificar um mau advogado e evitar uma contratação ruim, principalmente quando você não trabalha na área.

Quando o problema envolve a sua saúde e vários anos de trabalho, a escolha pesa.

Procure um profissional que conheça o assunto e explique com clareza como vai cuidar do caso.

Um processo de burnout exige atenção aos documentos médicos e aos fatos ocorridos dentro da empresa, além de poder envolver INSS, testemunhas e perícia.

Você não precisa dominar tudo isso, mas precisa saber o que perguntar antes de assinar o contrato.

Separei nove cuidados que eu teria ao escolher um advogado especialista em burnout.

Os cinco cuidados do vídeo ajudam a preparar a consulta. Abrir no YouTube.

1. Confira se o advogado realmente conhece casos de burnout

Se você tem um ar-condicionado inverter da LG e ele apresenta um problema, você vai procurar um eletricista ou um técnico em ar-condicionado?

E se você encontrar dois anúncios?

  1. Técnico em ar-condicionado que conserta todos os modelos do mercado.
  2. Técnico especializado em ar-condicionado inverter da LG.

Eu procuraria o profissional que conhece melhor o equipamento que precisa ser consertado. Com o advogado, a lógica é parecida.

Antes de contratar, confira se ele atua com direito do trabalho, doenças ocupacionais, adoecimento mental e casos de burnout.

Viu que é como uma escada? Cada degrau leva a um nível maior de especialização.

Você percebe essa experiência na forma como o advogado analisa o caso. Ele precisa separar:

  • o diagnóstico e a evolução da saúde;
  • o que aconteceu no trabalho;
  • como provar esses fatos;
  • a relação entre o trabalho e o adoecimento;
  • os prejuízos causados pela doença em cada período.

Também precisa saber organizar as provas. Isso inclui documentos médicos, rotina de trabalho, riscos psicossociais, afastamentos pelo INSS e a futura perícia.

Nosso conteúdo sobre como provar a síndrome de burnout explica melhor essas provas.

2. Confirme a identidade e o registro profissional

Antes de contratar, confirme o nome e o número de inscrição do advogado. Veja também se o telefone e os demais canais pertencem ao mesmo profissional ou escritório.

O Cadastro Nacional dos Advogados permite pesquisar pelo nome ou pelo número de inscrição e filtrar pelo estado.

Página de consulta do Cadastro Nacional dos Advogados

O resultado deve indicar situação regular. Confira se os dados coincidem com as informações apresentadas pelo profissional.

Exemplo de resultado no Cadastro Nacional dos Advogados

Essa conferência evita fraude e contratação de alguém que não pode exercer a advocacia. Ela confirma a identidade e a regularidade, mas não mostra se o profissional conhece casos de burnout.

3. Pesquise além da aparência online

Sempre que vou contratar um serviço importante, pesquiso o nome da pessoa ou da empresa no Google. Também olho o site, as avaliações e o conteúdo publicado.

Essa pesquisa ajuda a entender como o advogado se comunica, quais assuntos estuda, quem costuma atender e como responde às pessoas.

Um vídeo ou artigo também permite perceber se você consegue entender as explicações dele.

Já atendemos uma cliente que estava prestes a pedir demissão depois de 15 anos na empresa. Ela procurou ajuda após ler um conteúdo do blog e descobrir que precisava entender seus direitos antes de tomar essa decisão.

O conteúdo permite conhecer como o profissional pensa e explica o problema antes da consulta.

As avaliações precisam ser lidas com cuidado. Elas mostram experiências de outros clientes, mas não contam tudo sobre a qualidade técnica de um trabalho jurídico.

Também é possível consultar processos públicos vinculados ao advogado. Isso pode indicar as áreas em que ele atua.

Essas bases são incompletas, e a pesquisa nem sempre permite entender o resultado do processo.

Redes sociais, avaliações, artigos e processos são pistas. Use o conjunto para preparar a consulta, sem transformar um único resultado do Google em prova de que o advogado é bom ou ruim.

4. Veja se ele fala de um jeito que você entende

Tem advogado que fala de um jeito que ninguém entende.

Uma coisa é a linguagem usada em uma petição. Outra é a conversa com uma pessoa que não estudou direito e precisa saber o que está acontecendo.

Se o advogado explica tudo com termos técnicos e você termina a conversa sem entender o próximo passo, peça que ele explique novamente.

Você pode passar anos com esse profissional durante o processo.

Gosto de pensar que, se você passa cinco anos em uma graduação, precisa conseguir traduzir esse conhecimento para quem não estudou o assunto.

Um bom profissional sabe se comunicar de uma forma que todos entendem.

Você precisa sair da consulta entendendo o que o advogado vai analisar. Ele deve dizer quais documentos ainda precisa ver e quais perguntas continuam abertas.

A explicação precisa ser simples o bastante para você acompanhar o processo sem ficar perdido.

5. Repare nas perguntas feitas durante a consulta

Uma conversa sobre burnout que fica apenas em “você tem laudo?” é insuficiente.

O advogado precisa entender como a sua saúde evoluiu e o que acontecia no trabalho durante o mesmo período. Por isso, é normal que pergunte sobre:

  • cargo e tarefas realizadas;
  • jornada, metas, cobranças e mudanças de gestão;
  • início dos sintomas e do tratamento;
  • afastamentos, férias, retorno e troca de função;
  • documentos médicos e previdenciários;
  • mensagens, e-mails, denúncias e testemunhas.

Com essas perguntas, o advogado coloca lado a lado o que aconteceu na sua saúde e no trabalho. Depois, ele confere as datas e vê quais fatos ainda precisam de prova.

Se o advogado der uma resposta fechada sem perguntar sobre o trabalho, os documentos e a sua saúde, ele ainda não analisou seu caso direito.

6. Pergunte quem cuidará do seu processo

A pessoa que fez a primeira consulta nem sempre será quem acompanhará o processo no dia a dia. Pergunte quem ficará responsável pelo caso e com quem você falará quando tiver uma dúvida.

Pergunte também quando o escritório entra em contato. Alguns avisam cada movimentação, enquanto outros escrevem quando existe uma decisão, audiência, perícia ou providência do cliente.

Combine essa forma de contato antes da contratação.

O atendimento online não impede um bom acompanhamento, desde que você confira a identidade do escritório, os canais oficiais e a forma de enviar documentos.

Nosso guia sobre advogado trabalhista online mostra os cuidados dessa contratação.

7. Pergunte o que será analisado no caso

O advogado pode precisar dos documentos antes de dizer quais pedidos fazem sentido. Mesmo assim, ele deve conseguir explicar o que pretende analisar.

Prontuários, atestados e receitas mostram quando os sintomas começaram e como sua saúde mudou, enquanto mensagens, metas, controles de jornada e testemunhas mostram o que acontecia no trabalho.

A perícia costuma acontecer meses ou anos depois do adoecimento. Você pode estar melhor no dia do exame, mesmo que tenha ficado sem condições de trabalhar na época.

Os documentos daquela época mostram como você estava quando adoeceu, por isso o advogado precisa buscá-los desde o começo, sem deixar tudo para a véspera da perícia.

Também deve explicar o que será provado por documento, testemunha ou perícia e o que ainda falta buscar.

O artigo sobre o processo de indenização por burnout mostra como essas etapas se relacionam.

8. Leia o contrato antes de assinar

Leia o contrato com calma e peça explicação sobre qualquer trecho que você não entenda.

Confira no contrato

  • qual serviço está incluído;
  • quem será responsável pelo caso;
  • como os honorários serão calculados;
  • quais despesas podem ser cobradas separadamente;
  • quais são as obrigações do cliente e do escritório;
  • como funciona o encerramento do contrato;
  • se existe multa ou outro valor em caso de cancelamento;
  • quando você receberá sua cópia assinada.

Não assine durante a ligação apenas porque alguém disse que a condição vale somente naquele momento.

Leia, faça perguntas e confirme se o documento corresponde ao que foi explicado.

9. Cuidado com o barato que sai caro

Um advogado com experiência específica pode cobrar mais do que um profissional que atende qualquer tipo de causa. Isso não significa que o maior preço seja sempre a melhor escolha.

Compare a proposta inteira, incluindo atendimento, honorários, despesas e o profissional responsável pelo caso.

Desconfie de quem pressiona você a assinar ou oferece um resultado fechado antes de conhecer os documentos.

O advogado deve explicar quais caminhos vê e o que ainda precisa conferir nos documentos.

Se você não sabe como funciona essa cobrança, veja nosso conteúdo sobre quanto cobra um advogado trabalhista.

Está com burnout e precisa de ajuda?

Atuamos em causas envolvendo síndrome de burnout e podemos analisar o que aconteceu no seu trabalho.

Falar com um advogado

Conclusão

Uma indicação de amigo ou colega de trabalho pode ajudar, mas faça as suas próprias perguntas antes de contratar.

Esses cuidados diminuem a chance de você ter dor de cabeça com um profissional meia boca.

Escolha alguém que conheça o assunto e entenda os fatos do seu trabalho. O advogado também precisa explicar o que está fazendo e deixar o contrato claro.

Isso reduz a chance de você passar anos em um processo sem saber quem cuida do caso ou o que está acontecendo.

Para entender como esses processos são julgados, veja o nosso estudo de 1.817 decisões sobre burnout na Justiça do Trabalho.

Sua estimativa pode chegar aR$ 0.

Esse é um valor estimado. Um advogado precisa analisar os documentos e os detalhes do seu caso.

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