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Pensão por morte no trabalho paga pela empresa: quem recebe e como calcular

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Familiar confere documentos de renda usados no cálculo da pensão por morte no trabalho
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Quando um trabalhador morre, o salário para de chegar. O aluguel, a escola, o mercado e as outras despesas da casa continuam vencendo.

A pensão por morte no trabalho paga pela empresa busca reparar essa perda de renda. É uma indenização civil para as pessoas que recebiam sustento do trabalhador.

O benefício do INSS segue outras regras. A família pode ter direito aos dois pagamentos, desde que cumpra os requisitos de cada um.

A conta da pensão civil costuma seguir quatro etapas:

  1. identificar a renda comprovada da vítima;
  2. estimar quanto dessa renda era destinado à família;
  3. dividir o montante entre os beneficiários;
  4. definir a duração de cada cota.

O resultado depende das provas e dos critérios aceitos no processo. A fração de dois terços e a idade de 25 anos aparecem em decisões, mas não formam uma tabela obrigatória.

Antes da conta, é preciso verificar por que a empresa ou outro responsável deve responder pela morte. O guia sobre indenização por morte no trabalho explica essa etapa.

Pensão paga pela empresa e pensão do INSS são a mesma coisa?

São pagamentos com fundamentos e cálculos diferentes.

A pensão civil decorre da responsabilidade pelo dano. Sua finalidade é recompor a contribuição econômica que a vítima levaria para casa.

A pensão do INSS é um benefício previdenciário. Ela depende da condição de segurado, da qualidade do familiar e das regras da Previdência Social.

O comparativo abaixo organiza as diferenças que mais confundem as famílias.

Duas pensões, duas contas diferentes
O que muda Pensão civil Pensão do INSS
Quem paga Empresa ou outro responsável reconhecido Previdência Social
Finalidade Reparar a renda familiar perdida Proteger os dependentes do segurado
Base principal Artigo 948, II, do Código Civil Lei 8.213/1991 e regras previdenciárias
O que define o valor Renda, contribuição familiar, cotas e duração Regras do benefício e histórico previdenciário

O TST separa a indenização material do benefício previdenciário.

No caso de um supervisor morto em uma mina, o Tribunal determinou uma pensão civil de dois terços da remuneração.

Por isso, a existência de um benefício do INSS não encerra a análise da responsabilidade civil. Também não autoriza somar qualquer valor sem conferir os requisitos de cada pagamento.

Para conhecer as regras previdenciárias, use a página oficial de pensão por morte do INSS.

Quem pode receber a pensão civil por morte no trabalho?

O artigo 948, inciso II, do Código Civil fala nas pessoas a quem o morto prestava alimentos.

Aqui, “alimentos” não significa apenas uma pensão formal definida antes da morte. O termo também alcança a contribuição econômica usada no sustento da família.

Cônjuge, companheiro, filhos, mãe ou pai podem aparecer nessa discussão. Outros familiares também podem precisar demonstrar que recebiam ajuda habitual.

O direito à herança e o direito à pensão seguem critérios diferentes. Para a pensão, a pergunta central é: a renda da vítima participava do sustento daquela pessoa?

Cônjuge ou companheiro

A renda do casal costuma pagar despesas comuns. Contracheques, extratos e contas da casa ajudam a reconstruir essa participação.

O contrato de aluguel e a prova da convivência completam esse retrato.

O casamento documenta o vínculo. Na união estável, também pode ser necessário demonstrar a vida em comum.

Depois do vínculo, ainda será preciso discutir a renda usada na casa e o prazo da cota.

Filhos

Para os filhos menores, a dependência do sustento dos pais costuma ser presumida. A pensão civil procura recompor a contribuição que desapareceu com a morte.

A certidão de nascimento mostra o vínculo. Despesas escolares, plano de saúde e comprovantes de residência ajudam a mostrar a estrutura familiar.

Decisões trabalhistas usam com frequência os 25 anos como limite. Essa idade é um padrão judicial, não uma frase escrita no artigo 948 para todos os filhos.

Mãe e pai

Os pais podem receber pensão quando dependiam do filho morto para se sustentar. Pagamentos de despesas, transferências e contas da casa ajudam a demonstrar essa relação.

Em uma decisão do TST, a mãe não tinha trabalho fixo e dependia do salário do filho. O Tribunal reconheceu a pensão considerando a realidade de uma família de baixa renda.

O acórdão do processo TST-ED-ED-ARR-77500-42.2009.5.15.0081 tratou a dependência como presunção relativa naquele contexto.

Isso não transforma todo pai ou mãe em beneficiário automático. A renda e a organização da família continuam relevantes.

Como calcular a pensão por morte no trabalho paga pela empresa?

Os documentos vêm primeiro. O percentual só faz sentido depois que a renda e a composição da família estão claras.

Primeiro se identifica a remuneração. Depois se estima a parte destinada à família. Só então entram beneficiários, cotas e prazos.

O fluxo deixa visível onde cada decisão altera o resultado.

Como a renda se transforma em cotas de pensão
  1. 1

    Renda comprovada

    Salário e parcelas habituais demonstradas pelos documentos.

  2. 2

    Parcela familiar

    Dois terços são uma referência frequente, não uma regra fixa.

  3. 3

    Cotas

    O montante é dividido entre as pessoas economicamente sustentadas.

  4. 4

    Duração

    Cada cota pode ter um termo final diferente.

Renda×fração familiar×tempo de cada cota

Uma proposta com apenas o valor final esconde essas escolhas. A memória de cálculo revela a renda, a fração e a duração usadas.

Qual renda entra na conta?

O salário registrado costuma ser o começo. Contracheques e ficha financeira mostram as parcelas recebidas com frequência.

Entram nessa conferência adicionais, horas extras e comissões.

Quando a renda variava, um único mês pode distorcer a conta. O histórico ajuda a encontrar uma média fiel ao que a vítima recebia.

Trabalho paralelo ou renda informal também exigem prova. Extratos, contratos, notas e transferências podem ajudar, conforme a atividade.

O 13º salário aparece em decisões de pensionamento. Férias e terço constitucional também entram na discussão, conforme o pedido e o critério adotado.

A calculadora permite ligar ou desligar essas parcelas anuais. Isso serve para comparar cenários, não para decidir o que entrará no processo.

Por que muitas decisões usam dois terços?

Muitos julgados descontam um terço para representar os gastos pessoais da própria vítima. Os dois terços restantes formam a contribuição familiar de referência.

Imagine uma remuneração de R$ 3.000. Com essa fração, o montante familiar seria de R$ 2.000 por mês.

Esse valor pertence ao conjunto dos beneficiários reconhecidos. Não se deve atribuir R$ 2.000 a cada familiar, pois isso multiplicaria uma renda que nunca existiu.

A fração também pode mudar. No TST-RRAg-959-43.2020.5.12.0023, a pensão da viúva ficou em um terço da última remuneração.

Esse caso deixa um ponto claro: dois terços são uma referência frequente, não um resultado universal.

Como o montante familiar é dividido?

Depois de encontrar a parcela familiar, o processo define quanto cabe a cada beneficiário.

Em 2024, a 6ª Turma do TST julgou o caso de um motoboy morto durante o serviço. A pensão familiar foi fixada em dois terços da última remuneração.

Metade desse montante ficou com a viúva. Cada uma das duas filhas recebeu um quarto.

A decisão divulgada pelo TST ajuda a entender a sequência da conta.

Ela não criou uma divisão obrigatória para todas as famílias. O número de beneficiários e os fatos de cada processo podem levar a outra distribuição.

Simule a pensão civil familiar

A calculadora testa uma projeção familiar antes da divisão em cotas. Ela considera remuneração, fração familiar, parcelas anuais e expectativa de sobrevida.

Calculadora da pensão civil por morte

Teste apenas a parcela ligada à renda familiar. Dano moral e despesas não entram.
12
Dados da vítima

Fonte da sobrevida: Tábua Completa de Mortalidade 2024 do IBGE.

R$ 0,00

Este cenário usa dois terços da renda e a expectativa de sobrevida do IBGE. Ele não é uma promessa de indenização.

Pensão mensal de referênciaR$ 0,00
Conversar sobre os documentos

O total é nominal. Ele não traz valor presente, juros, correção, dano moral ou despesas.

A ferramenta usa a Tábua Completa de Mortalidade 2024 do IBGE. Essa era a edição mais recente disponível na revisão de julho de 2026.

A página de valor da indenização por morte mantém a mesma calculadora porque a pensão integra o valor total. Lá, você também encontra o levantamento de danos morais por familiar.

Até quando a empresa paga a pensão?

O prazo não precisa ser igual para toda a família.

O artigo 948 manda considerar a duração provável da vida da vítima. Ao mesmo tempo, filhos e outros beneficiários podem ter termos finais próprios.

Cônjuge ou companheiro

Decisões usam a expectativa de vida da vítima para projetar a pensão de cônjuge ou companheiro.

No TST-RRAg-959-43.2020.5.12.0023, o Tribunal manteve o prazo até a idade provável que o trabalhador alcançaria.

Esse cálculo usa a sobrevida da vítima na data da morte. Não basta pegar a expectativa de vida ao nascer e subtrair a idade.

A Tábua Completa de Mortalidade do IBGE informa a sobrevida para cada idade e sexo.

Filhos

O limite de 25 anos aparece com frequência nas decisões trabalhistas. Os julgados usam essa idade como referência de autonomia financeira.

O TRT da 4ª Região aplicou esse marco no processo 0020325-82.2019.5.04.0522. O mesmo critério apareceu no caso do motoboy julgado pelo TST.

Deficiência, dependência prolongada ou outros fatos podem abrir uma discussão diferente. A calculadora não tenta antecipar essas situações.

Vários beneficiários

Uma família pode ter cotas com datas finais diferentes. A esposa pode seguir até a expectativa de vida da vítima, enquanto a cota de um filho termina antes.

O exemplo abaixo mostra como isso ocorreu em uma decisão pública.

Um mesmo caso pode ter três datas finais
Viúvametade do montante familiar

Até a data em que a vítima completaria 77,9 anos

Filha 1um quarto do montante

Até completar 25 anos

Filha 2um quarto do montante

Até completar 25 anos

Exemplo do RR-642-75.2020.5.14.0092. As barras organizam os prazos da decisão e não representam uma escala exata.

O fim de uma cota não a transfere aos demais por padrão. A decisão ou o acordo precisa explicar a distribuição do montante.

A pensão é paga por mês ou de uma vez?

Na morte, o pagamento mensal é a regra reconhecida pelo TST.

A opção de parcela única está no parágrafo único do artigo 950 do Código Civil. Esse artigo cuida do trabalhador que sobreviveu com redução da capacidade.

O TST reafirmou essa distinção em 2024. No processo 0024139-16.2018.5.24.0091, a 8ª Turma registrou que a pensão dos dependentes não deve ser convertida em parcela única.

O trabalhador que sobreviveu com sequela segue outra regra. Ela está no artigo sobre pensão vitalícia por acidente de trabalho.

Família e empresa ainda podem negociar um acordo com antecipação. Nesse caso, o total nominal da calculadora não deve ser tratado como valor imediato.

Uma antecipação precisa considerar prazo, atualização, segurança do pagamento e valor presente. Não existe um redutor universal aplicável a todo acordo.

Como o pagamento mensal pode ser garantido?

Uma pensão longa cria o risco de a empresa deixar de pagar no futuro.

O artigo 533 do Código de Processo Civil permite a constituição de capital capaz de assegurar as parcelas mensais.

O juiz também pode autorizar inclusão em folha, fiança bancária ou garantia real, conforme a situação.

A garantia não aumenta a pensão. Sua função é proteger o fluxo mensal já reconhecido.

O que precisa ser provado para calcular a pensão?

A conta precisa ligar a renda do trabalhador à vida financeira da família.

Os documentos mais úteis costumam mostrar:

  • remuneração fixa e parcelas habituais;
  • idade da vítima na data da morte;
  • casamento, união estável ou filiação;
  • transferências e pagamentos feitos pelo trabalhador;
  • despesas da casa suportadas com aquela renda;
  • outros beneficiários que também recebiam sustento.

Nem toda família organiza as despesas da mesma forma. Uma pessoa pode pagar o aluguel. Outra compra o mercado ou mantém os filhos no plano de saúde.

O trabalho é reconstruir essa participação com os documentos disponíveis.

O artigo sobre documentos para o processo por morte no trabalho traz um checklist mais amplo. Nesta página, o foco são os documentos que mudam a memória da pensão.

Como essa pensão entra na indenização total?

A pensão civil é uma reparação por dano material. Ela substitui renda, mas não mede a dor causada pela morte.

Dano moral, despesas de tratamento, funeral e luto seguem critérios próprios. Também podem ter titulares diferentes.

Por isso, o valor total não deve nascer de uma única calculadora.

A página sobre valor da indenização por morte no trabalho separa essas parcelas. Ela também reúne decisões públicas sobre danos morais de cônjuges, filhos, pais e irmãos.

Conclusão: confira de onde saiu cada número

A pensão civil precisa mostrar de onde saiu cada número.

Confira a remuneração, a fração familiar, os beneficiários, as cotas, o termo final e as parcelas anuais.

Se houver acordo, veja também como a proposta trata os valores futuros.

Guarde contracheques, extratos e contas da casa. Eles revelam como o salário sustentava a família.

Quer conferir uma proposta? Envie à MDN um relato curto e os documentos disponíveis.

Dúvidas frequentes

A viúva pode receber pensão da empresa e do INSS?

Os pagamentos têm fundamentos diferentes. A família pode receber o benefício do INSS e a pensão civil se cumprir os requisitos de cada um.

A pensão civil usa 100% do salário?

Não como regra. Muitas decisões reservam dois terços da remuneração para a família. O terço restante representa os gastos pessoais da vítima.

Todo filho recebe pensão até os 25 anos?

Os 25 anos aparecem com frequência em decisões, mas o prazo depende dos fatos e do que for reconhecido no processo.

Os pais do trabalhador podem receber?

Podem receber quando houver dependência econômica. Transferências, despesas pagas pelo filho e a realidade financeira da família ajudam nessa análise.

A empresa pode pagar tudo de uma vez?

O TST entende que a pensão por morte deve ser mensal. Um acordo pode antecipar valores, mas precisa tratar as parcelas futuras de forma expressa.

A pensão termina se o cônjuge casar novamente?

Não use o novo casamento como resposta automática. O termo final depende do fundamento e dos limites definidos na decisão ou no acordo.

A pensão civil inclui dano moral?

Não. A pensão repara a renda perdida. O dano moral é outra parcela e segue critérios próprios.

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