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Documentos para processo de acidente de trabalho: checklist completo

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Trabalhadora organiza documentos para processo de acidente de trabalho
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Os documentos para processo de acidente de trabalho não costumam estar em uma única pasta. Parte fica com você. Outra pode estar no hospital, na empresa, no INSS ou até com quem presenciou o acidente.

Você não precisa reunir todos os documentos desta lista antes de buscar orientação. Alguns podem nem existir no seu caso.

O melhor começo é preservar o que pode desaparecer e anotar o que ainda precisa ser pedido.

Uma organização útil separa seis grupos:

  • acidente e primeiro atendimento;
  • tratamento, lesão e sequela;
  • vínculo, função e remuneração;
  • segurança e condições de trabalho;
  • INSS e afastamentos;
  • desligamento, despesas e outros prejuízos.

Neste artigo, eu vou mostrar o que separar, onde procurar cada documento e como organizar tudo.

Se a sua dúvida é o valor de cada prova, o guia sobre como provar um acidente de trabalho aprofunda essa parte.

O que guardar primeiro depois do acidente?

Comece pelo que pode sumir.

Imagens de câmeras podem ser apagadas. Mensagens podem desaparecer. Colegas podem mudar de número ou sair da empresa. O local do acidente também pode ser alterado antes que você consiga registrar como estava.

Por isso, tente preservar primeiro:

  • fotos e vídeos originais;
  • conversas completas, com data e identificação do contato;
  • nomes e meios de contato de quem viu o fato;
  • ficha do primeiro atendimento;
  • CAT, protocolo ou pedido feito à empresa;
  • atestados, relatórios e exames;
  • informação exata sobre câmeras que possam ter gravado o acidente.
Preserve o arquivo original

Não deixe a única versão de uma foto, vídeo, áudio ou conversa apenas em um celular. Faça uma cópia de segurança, mas mantenha o original sem cortes, filtros ou edição.

Também não se exponha a um novo risco para produzir prova. Não entre em área isolada, não ligue uma máquina e não mova equipamentos.

Checklist de documentos para processo de acidente de trabalho

Use a lista abaixo como ponto de partida. Ela não é uma relação fechada de exigências.

Marque o que você já separou e use o filtro para conferir cada assunto. As marcações ficam somente no seu navegador.

Checklist de documentos do acidente

Comece pelo que pode desaparecer. Depois filtre a lista pelo assunto que você quer organizar.

0 de 24 itens separados

Mostrando os 7 itens que merecem atenção primeiro.

Esta lista é um ponto de partida: você não precisa marcar todos os itens para buscar orientação. Alguns documentos podem nem existir no seu caso.

Um item pode ajudar a esclarecer mais de uma pergunta. O prontuário registra a lesão e a evolução clínica.

O cartão de ponto pode situar o horário. Uma mensagem pode mostrar a tarefa que estava sendo executada.

Documentos do acidente e do primeiro atendimento

O primeiro grupo ajuda a reconstruir onde, quando e como o acidente aconteceu.

CAT

A Comunicação de Acidente de Trabalho reúne informações sobre trabalhador, empresa, acidente e atendimento.

A empresa deve comunicar o acidente até o primeiro dia útil seguinte. Em caso de morte, a comunicação é imediata.

Se ela não fizer isso, outras pessoas podem registrar a CAT.

O artigo 22 da Lei 8.213/1991 inclui o próprio trabalhador, seus dependentes, o sindicato, o médico ou uma autoridade pública.

Mas a CAT não resolve tudo sozinha. Ela ajuda a documentar o fato, porém não garante automaticamente benefício, estabilidade ou indenização.

Se você pediu a emissão e a empresa recusou, guarde a conversa ou o e-mail.

O serviço oficial do Gov.br explica quais dados são usados no registro.

Ficha do primeiro atendimento e prontuário

A ficha da UPA, do hospital ou da clínica pode registrar data, horário, lesão relatada e circunstâncias informadas no atendimento.

Peça também o prontuário completo, e não apenas um atestado ou resumo de alta. Conforme o caso, ele pode reunir:

  • registros do pronto atendimento;
  • exames e laudos;
  • relatórios de cirurgia;
  • evolução durante a internação;
  • prescrições;
  • alta e retorno;
  • fisioterapia e outros tratamentos.

Procure o SAME ou o arquivo médico do estabelecimento. Faça o pedido por um canal que gere protocolo.

Fotos, vídeos, mensagens e testemunhas

Fotos e vídeos podem registrar a máquina, ferramenta, veículo, proteção, iluminação, sinalização e estado do local. Também podem acompanhar a evolução de uma cicatriz ou limitação.

Mensagens ajudam quando registram o acidente, o socorro, a tarefa, o afastamento ou o que foi informado à chefia e ao RH. Preserve a conversa completa. Um recorte isolado pode retirar o contexto.

Anote nome e contato de quem viu o acidente, prestou socorro ou conhecia a rotina. Não prepare respostas e não combine versões.

Se quiser entender como cada uma dessas provas costuma ser analisada, leia como provar acidente de trabalho.

Boletim de ocorrência e investigação

Nem todo acidente terá boletim, atuação policial ou investigação externa.

Quando esses registros existirem, guarde o número da ocorrência e procure cópia dos documentos disponíveis.

Acidentes de trânsito, explosões, quedas graves e ocorrências com máquinas podem gerar registros de órgãos diferentes.

Documentos médicos do tratamento e da sequela

Guarde tudo o que ajuda a acompanhar sua saúde desde o acidente:

  • atestados;
  • relatórios e laudos médicos;
  • exames de imagem e laboratoriais;
  • receitas;
  • encaminhamentos;
  • prontuários;
  • relatórios de fisioterapia e reabilitação;
  • indicação de cirurgia, prótese ou adaptação;
  • documentos sobre alta, restrições e retorno ao trabalho.

Esses documentos precisam ser lidos como uma sequência. Um exame feito no dia do acidente mostra uma etapa. Um relatório posterior pode mostrar se houve melhora, cirurgia, limitação permanente ou necessidade de tratamento futuro.

Quando houver perícia médica no processo, esse histórico poderá ser analisado pelo perito. Mas nem toda ação passa obrigatoriamente pela mesma espécie de perícia. Isso depende do que está sendo discutido.

Mantenha os documentos físicos e arquivos digitais originais. Use cópias para grifar, reduzir ou enviar.

Documentos do trabalho, da função e da remuneração

A carteira de trabalho ou o contrato são importantes, mas não são as únicas formas de documentar a relação com a empresa.

Separe, quando existirem:

  • CTPS física ou digital;
  • contrato e alterações;
  • ficha de registro;
  • crachá;
  • holerites;
  • extratos dos pagamentos;
  • cartões de ponto e escalas;
  • registros de acesso;
  • descrição da função;
  • ordens e mensagens sobre as tarefas.

Se você trabalhava sem registro, a falta de carteira assinada não torna os demais documentos desnecessários. Pagamentos, conversas, fotos, uniforme, crachá, ordens e testemunhas podem ajudar a reconstruir vínculo, função e rotina.

O artigo sobre se machucar no trabalho sem ser registrado explica esse cenário com mais detalhes.

Documentos de segurança que podem ficar com a empresa

Uma parte importante da documentação normalmente não fica com o trabalhador.

Dependendo da atividade e do acidente, podem ser relevantes:

  • ordens de serviço;
  • comprovantes de treinamento;
  • registros de entrega de EPI;
  • ASOs;
  • PGR e inventário de riscos;
  • PCMSO;
  • análise de risco da tarefa;
  • registros de manutenção;
  • atas ou relatórios da CIPA;
  • investigação interna do acidente;
  • gravações de câmeras.

Você pode não ter acesso imediato a esses materiais. Isso não significa que eles devam ser ignorados ou que o processo seja inviável.

Registre por escrito quais documentos existem e quais foram pedidos. Eles podem ser obtidos por vias formais ou discutidos durante o processo. Não tente acessar sistema, área restrita ou arquivo da empresa sem autorização.

Documentos do INSS e do afastamento

Se houve pedido de benefício, separe as comunicações e decisões do INSS.

No Meu INSS, procure:

  • comprovante do requerimento;
  • carta de concessão ou indeferimento;
  • espécie do benefício;
  • datas de início e encerramento;
  • laudos e avaliações disponíveis;
  • extrato do histórico de benefícios;
  • cópia do processo administrativo, quando necessária.

O serviço oficial de auxílio-acidente menciona documentos destinados a demonstrar a redução da capacidade.

Na avaliação médica, também podem ser solicitados relatórios, atestados e exames originais.

Documentos do INSS ajudam a situar afastamento e avaliação administrativa. Eles não substituem, sozinhos, a análise do acidente e das condições de trabalho.

Documentos da demissão

Se você foi desligado depois do acidente, reúna:

  • TRCT;
  • aviso-prévio;
  • comunicado da dispensa;
  • comprovantes das verbas pagas;
  • ASO demissional;
  • PPP, quando aplicável;
  • conversas sobre afastamento, retorno e demissão.

A data do desligamento e o que aconteceu antes dele podem ser importantes para discutir estabilidade, reintegração ou indenização substitutiva.

Para entender esse direito, consulte o conteúdo sobre demissão do trabalhador acidentado. Este artigo permanece focado na documentação.

Comprovantes de despesas e outros prejuízos

Se o acidente gerou gastos, organize cada despesa com data, valor, finalidade e nome de quem pagou.

Podem ajudar:

  • notas fiscais;
  • recibos;
  • extratos bancários;
  • comprovantes de Pix ou transferência;
  • contratos;
  • boletos;
  • pedidos de reembolso;
  • comprovantes de transporte;
  • gastos com medicamentos, consultas, fisioterapia, próteses e adaptações.

Notas e recibos são os registros mais diretos. Quando eles não existirem, outros documentos podem ajudar a demonstrar o pagamento e sua relação com o acidente. A força desse conjunto depende do caso.

Não crie recibos depois do fato nem altere documentos. Organize apenas o que realmente aconteceu.

Onde conseguir os documentos que estão faltando?

Comece identificando quem produz ou guarda cada informação.

Hospital, clínica ou UPA: ficha do primeiro atendimento, prontuário, exames e relatórios. Procure o SAME ou arquivo médico.

Empresa: ficha funcional, ponto, ordens de serviço, treinamentos, EPI, documentos de segurança, investigação interna e imagens.

INSS: requerimentos, decisões, laudos disponíveis e histórico de benefícios.

Serviço oficial da CAT: registro e consulta da comunicação.

Polícia, bombeiros ou fiscalização: ocorrência, atendimento, laudo ou investigação, quando existirem.

Colegas e testemunhas: arquivos originais, informações sobre o local e contato de quem presenciou o fato.

Faça o pedido por escrito. Informe nome, data, período e documento procurado. Guarde protocolo, e-mail e resposta, inclusive quando houver recusa.

Como organizar os documentos do processo

Uma pasta compreensível ajuda mais do que dezenas de arquivos sem nome ou origem.

  1. Crie pastas para acidente, saúde, trabalho, segurança, INSS e despesas.

  2. Nomeie os arquivos com data, tipo e origem: 2026-07-10_prontuario_hospital.pdf.

  3. Mantenha originais separados das cópias usadas para anotações.

  4. Faça uma cronologia: acidente, socorro, consultas, afastamentos, retorno e demissão.

  5. Crie uma lista com três colunas: “tenho”, “pedi” e “falta”.

  6. Guarde uma cópia de segurança em local protegido.

Em fotos, vídeos e áudios, anote quem produziu ou enviou o arquivo. Nas conversas, preserve data, identificação do contato e contexto.

Conclusão: o que fazer se a lista estiver incompleta?

Divida o material em quatro grupos:

  • urgente: aquilo que pode desaparecer;
  • disponível: o que já está com você;
  • a pedir: o que depende de hospital, INSS ou outro órgão;
  • na empresa: documentos internos e imagens.

A falta de CAT, prontuário ou documento de segurança não deve ser analisada isoladamente. Primeiro é preciso verificar quais outras provas existem e como obter o que está faltando.

Você não precisa esperar até conseguir cada item.

Se quiser que a equipe examine o material reunido, envie o relato e os documentos disponíveis pelo canal de consulta trabalhista. A orientação depende dos fatos e das provas de cada caso.

Se o acidente causou a morte do trabalhador, use o checklist específico de documentos para processo por morte no trabalho.

Ele inclui certidão de óbito, documentos de cada familiar, renda, dependência e despesas funerárias.

Dúvidas frequentes

Preciso ter todos os documentos antes de buscar orientação?

Não. Preserve primeiro o que pode desaparecer e leve o que já existe. Os documentos pendentes podem ser mapeados e solicitados conforme a necessidade do caso.

É possível entrar com processo sem CAT?

A falta da CAT não impede, sozinha, a análise. Outros elementos podem ajudar a documentar o acidente.

O próprio trabalhador e outros legitimados também podem registrar a comunicação quando a empresa não faz isso.

Como pedir meu prontuário?

Procure o SAME ou arquivo médico do hospital ou da clínica. Peça o prontuário completo, identifique o período e guarde o protocolo.

Print de WhatsApp serve como documento?

Pode ajudar, mas preserve a conversa completa, a data e a identificação do contato. Não guarde apenas um recorte sem contexto e mantenha o arquivo original sempre que possível.

E se eu trabalhava sem carteira assinada?

Separe pagamentos, mensagens, fotos, crachá, uniforme, ordens e contatos de pessoas que conheciam sua rotina. A falta de registro torna outras provas do vínculo ainda mais importantes.

O que fazer se a empresa não entregar documentos?

Faça um pedido claro por escrito e guarde a resposta ou o protocolo. Documentos internos podem ser solicitados por vias formais e, quando pertinentes, discutidos no processo.

Preciso guardar os originais?

Sim. Mantenha documentos físicos e arquivos digitais originais. Use cópias para grifar, reduzir, renomear ou compartilhar.

Sua estimativa pode chegar aR$ 0.

Esse é um valor estimado. Um advogado precisa analisar os documentos e os detalhes do seu caso.

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